Hemorroida: quando pode provocar sangramento intenso e exigir cirurgia

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Date

11/16/2025

Author

Dr. Rafael Pandini

Hemorroida é a dilatação das veias do canal anal que pode provocar sangramento vermelho vivo; episódios volumosos exigem avaliação imediata, estabilização hemodinâmica com reposição volêmica ou transfusão quando necessário, e tratamento por procedimentos ambulatoriais (ligadura, escleroterapia) ou cirurgia para controlar a perda e prevenir recidiva.

hemorroida pode parecer apenas um desconforto, mas já pensou no risco de perder muito sangue por causa dela? Aqui você vai entender por que algumas hemorroidas sangram em grande volume e o que fazer, passo a passo, para evitar complicações.

Índice do Artigo

O que é hemorroida e como difere de varizes

Hemorroida é o termo usado para descrever o inchaço das veias na região do canal anal. Essas veias fazem parte de um plexo vascular normal que ajuda na continência. Quando dilatam ou inflamam, causam sintomas locais.

Tipos e localização

  • Internas: localizadas acima da linha pectínea, geralmente indolores e podem sangrar.
  • Externas: situadas abaixo da linha pectínea, mais propensas a dor e trombose.
  • Prolapso: hemorroidas internas que descem para fora do ânus ao evacuar.
  • Trombosadas: formam um coágulo, causando dor aguda e inchaço visível.

Causas comuns

  • Esforço para evacuar, por constipação crônica.
  • Gravidez e parto, por aumento da pressão abdominal.
  • Obesidade e ficar muito tempo sentado.
  • Levantamento de peso repetido e predisposição genética.

Sintomas típicos

  • Sangramento vermelho vivo no papel higiênico ou vaso sanitário.
  • Coceira e sensação de um caroço na margem anal.
  • Dor intensa quando há trombose.
  • Mucosa ou secreção que suja a roupa íntima.

Como se diferenciam das varizes

Embora ambas sejam veias dilatadas, hemorroidas e varizes têm diferenças claras:

  • Local: hemorroidas ocorrem no canal anal; varizes geralmente aparecem nas pernas.
  • Sintomas: varizes nas pernas causam dor latejante, inchaço e cãibras; hemorroidas provocam sangramento e prurido local.
  • Origem: hemorroidas estão ligadas a esforço e pressão local; varizes resultam de insuficiência das válvulas venosas.
  • Exame: hemorroidas são avaliadas pelo exame clínico e anuscopia; varizes requerem ultrassom doppler venoso.

Implicações para o tratamento

O tratamento difere conforme a causa e a localização. Para hemorroidas, medidas iniciais incluem hidratação, dieta rica em fibras, banhos de assento e pomadas. Procedimentos ambulatoriais, como ligadura elástica, funcionam bem em muitos casos. Cirurgia é reservada para hemorroidas graves ou com sangramento persistente.

Já as varizes das pernas podem exigir meias de compressão, escleroterapia ou cirurgia vascular. Por isso, o diagnóstico correto é essencial para escolher a terapia adequada.

Quando procurar atendimento

  • Sangramento abundante ou recorrente.
  • Dor intensa e inchaço que não melhora.
  • Prolapso que não reduz sozinho.
  • Sintomas que afetam a qualidade de vida ou indicam anemia.

Por que hemorroidas sangram muito: anatomia e mecanismo do sangramento

Hemorroidas sangram muito quando veias submucosas ficam frágeis e se rompem por pressão ou atrito. O sangue costuma ser vermelho vivo e aparece no papel higiênico ou no vaso sanitário.

Anatomia relevante

O plexo hemorroidário é formado por veias e pequenas artérias na parede do canal anal. As hemorroidas internas ficam acima da linha pectínea e têm mucosa mais fina; por isso, sangram com maior facilidade.

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Mecanismo do sangramento

  • Ruptura por esforço: evacuações com esforço aumentam a pressão e podem romper vasos superficiais.
  • Erosão da mucosa: prolapso e fricção desgastam o epitélio, expondo vasos.
  • Vasos frágeis: inflamação crônica deixa a parede venosa mais fina e propensa a sangrar.
  • Presença de canais arteriovenosos: em alguns casos, fluxo arterial direto ou neovascularização aumenta o sangramento.

Fatores que intensificam o sangramento

  • Constipação crônica e evacuação dura.
  • Uso de anticoagulantes ou antiagregantes.
  • Gravidez e pressão abdominal elevada.
  • Doenças que afetam a coagulação ou hipertensão portal.
  • Diarreia frequente e higiene agressiva.

Como a origem é investigada

O médico usa anuscopia, anoscopia ou retossigmoidoscopia para localizar a fonte do sangramento. Exames de sangue avaliam anemia e coagulopatia; em casos duvidosos, colonoscopia exclui outras causas.

Sinais de alerta

  • Sangramento abundante ou que persiste após a evacuação.
  • Tontura, fraqueza ou palidez que sugerem perda de sangue significativa.
  • Aumento da frequência do sangramento ou necessidade de atendimento de emergência.

Medidas imediatas simples

Em episódios leves, evitar esforço, manter hidratação e aumentar ingestão de fibras pode reduzir o sangramento. Se houver sangramento abundante, procure avaliação médica para estabilização e investigação.

Sinais e sintomas que indicam risco de hemorragia

Sinais e sintomas que sugerem risco de hemorragia por hemorroidas incluem tanto evidência direta de sangramento quanto sinais do efeito da perda de sangue no corpo.

Sinais de sangramento ativo

  • Sangue vermelho vivo em grande quantidade no vaso sanitário ou no papel higiênico.
  • Sangramento que goteja ou jorra após a evacuação.
  • Roupa íntima ou roupas com manchas de sangue visíveis.
  • Sangramento recorrente em episódios frequentes, mesmo que em pequena quantidade cada vez.

Sintomas de perda sanguínea significativa

  • Tontura ou sensação de desmaio ao levantar-se.
  • Falta de ar ou cansaço extremo sem esforço.
  • Pele ou mucosas pálidas e sudorese fria.
  • Palpitações ou batimentos cardíacos acelerados.

Indicações de instabilidade

  • Queda súbita da pressão arterial ou sensação de fraqueza severa.
  • Confusão, visão turva ou perda de consciência.
  • Necessidade de procurar atendimento imediato porque o sangramento não cessa.

Fatores que aumentam o risco

  • Uso de anticoagulantes ou medicamentos antiplaquetários.
  • Problemas de coagulação conhecidos, doença hepática ou hipertensão portal.
  • Idade avançada, anemia pré-existente ou doenças crônicas.
  • Constipação severa ou esforços repetidos para evacuar.

O que observar em casa

  • Quantas vezes o sangramento ocorre e o volume aproximado.
  • Sintomas associados como tontura, fraqueza ou desmaio.
  • Se o sangramento melhora com repouso e medidas simples ou se persiste.

Sinais que exigem avaliação imediata

Procure atendimento se houver sangramento abundante, desmaio, dificuldade para manter-se acordado, queda de pressão ou sintomas que indiquem anemia aguda. Informe o uso de anticoagulantes e histórico de doenças hepáticas ao profissional de saúde.

Como é feita a avaliação médica e exames necessários

A avaliação médica para hemorroidas começa com uma anamnese completa e exame físico direcionado, essenciais para identificar a fonte do sangramento e possíveis causas associadas.

Anamnese detalhada

  • Histórico do sintoma: duração, frequência e volume do sangramento.
  • Sintomas associados: dor, prurido, prolapso, alterações do hábito intestinal.
  • Medicamentos: anticoagulantes, anti-inflamatórios e suplementos.
  • Doenças prévias: distúrbios de coagulação, doenças hepáticas, cirurgias abdominais.
  • Hábitos e fatores de risco: constipação, esforço evacuatório, gravidez e sedentarismo.

Exame físico e avaliação anorretal

  • Inspeção externa em busca de edema, trombose ou lesões visíveis.
  • Exame digital retal para avaliar massa, sensibilidade e presença de sangue oculto.
  • Anuscopia: procedimento simples em consultório que permite visualizar hemorroidas internas e localizar pontos de sangramento.
  • Retossigmoidoscopia pode ser realizada se houver suspeita de lesão mais proximal.

Exames laboratoriais

  • Hemograma completo para detectar anemia por perda sanguínea.
  • Provas de coagulação (TP, TTPa) se houver uso de anticoagulante ou história sugestiva de coagulopatia.
  • Função hepática quando houver história de doença hepática ou suspeita de hipertensão portal.

Exames endoscópicos e de imagem

  • Colonoscopia é indicada em pacientes com sangramento recorrente, risco aumentado de doenças colônicas ou idade >50 anos, para excluir outras causas.
  • Retossigmoidoscopia em casos selecionados para avaliar reto e sigmoide.
  • Ultrassom ou TC são raramente necessários, usados apenas quando há complicações atípicas ou massa perianal.

Avaliação da gravidade e decisão terapêutica

Com base em exames e quadro clínico, o médico classifica a gravidade e indica tratamento conservador, procedimento ambulatorial (como ligadura elástica) ou cirurgia. A presença de anemia significativa ou sangramento contínuo muda a prioridade de investigação e tratamento.

Orientações práticas antes da consulta ou exame

  • Leve lista de medicamentos e exames anteriores.
  • Informe uso de anticoagulantes; pode ser necessário ajustar medicação com orientação médica.
  • Em exames endoscópicos, siga as orientações de preparo intestinal fornecidas pela equipe.
  • Evite automedicação local irritante e mantenha higiene suave até a avaliação.

Sinais que exigem avaliação imediata

  • Sangramento intenso ou persistente, tontura, desmaio ou fraqueza súbita.
  • Dor muito intensa por possível trombose hemorroidária.
  • Qualquer piora rápida do quadro ou sinais de instabilidade hemodinâmica.

Manejo inicial em casa e quando buscar atendimento de urgência

Em episódios de sangramento por hemorroida, algumas medidas em casa podem reduzir o fluxo e o desconforto até a avaliação médica.

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Manejo imediato em casa

  • Fique calmo e sente-se; evite esforço ao evacuar.
  • Faça banhos de assento em água morna por 10 a 15 minutos, 2–3 vezes ao dia.
  • Se o sangramento for externo e visível, aplique leve pressão com pano limpo; não utilize objetos pontiagudos.
  • Use compressa fria para reduzir edema em casos de inchaço externo ou trombose.
  • Aumente ingestão de água e fibras; considere amaciante de fezes (docusato) para evitar esforço.

Cuidados de higiene e tópicos

  • Mantenha a área limpa e seca; use papel higiênico macio ou lenço umedecido sem álcool.
  • Pomadas ou supositórios com anestésico local podem aliviar dor, e cremes com corticoide de baixa potência ajudam coceira por curto período.
  • Evite perfumar a área, práticas irritativas ou banhos muito quentes que possam piorar o sangramento.

Medicamentos e precauções

  • Analgesia simples com paracetamol é segura; evite automedicar-se com anticoagulantes ou alterar doses sem orientação.
  • Informe seu médico sobre uso de aspirina, anticoagulantes ou antiagregantes — eles aumentam o risco de sangramento.

Quando procurar atendimento de urgência

  • Sangramento abundante, contínuo ou que não cessa após medidas simples.
  • Tontura, desmaio, fraqueza intensa, pele pálida ou dificuldade para respirar.
  • Queda rápida da pressão arterial ou palpitações severas.
  • Dor muito intensa, aumento rápido de volume perianal ou sinal de infecção (febre, vermelhidão extensa).

O que levar ao pronto‑atendimento

  • Lista de medicamentos, especialmente anticoagulantes.
  • Informação sobre quando começou o sangramento e sua intensidade.
  • Exames prévios, se houver, e histórico de doenças crônicas.

Primeiros passos na emergência

Na emergência, profissionais irão estabilizar o paciente, controlar sangramento e avaliar necessidade de reposição volêmica ou exames complementares. Siga as orientações da equipe e relate imediatamente uso de medicamentos que alterem coagulação.

Tratamentos não cirúrgicos eficazes, incluindo ligadura elástica

Tratamentos não cirúrgicos costumam ser a primeira escolha para hemorroidas que sangram ou causam desconforto leve a moderado. Eles reduzem sintomas, aceleram a cicatrização e evitam cirurgia em muitos casos.

Medidas conservadoras

  • Dieta rica em fibras (frutas, legumes e grãos integrais) e ingestão adequada de água para amaciar as fezes.
  • Amaciantes fecais e laxantes osmóticos de curta duração para evitar esforço na evacuação.
  • Banhos de assento mornos por 10–15 minutos, 2–3 vezes ao dia, para aliviar dor e inflamação.
  • Higiene suave com papel macio ou lenços sem álcool e evitar esfregar.

Medicamentos tópicos e orais

  • Cremes e pomadas com anestésicos locais ou corticoide de baixa potência para alívio temporário de dor e prurido.
  • Supositórios podem ajudar quando a inflamação é interna e há dificuldade de aplicação tópica.
  • Flebotônicos (extratos de flavonoides) podem reduzir edema e sangramento em curto prazo, conforme orientação médica.

Ligadura elástica (ligadura com banda)

A ligadura elástica é um procedimento ambulatorial indicado para hemorroidas internas de grau II e III. Um pequeno elástico é colocado na base do tumor hemorroidário, interrompendo o fluxo sanguíneo e causando necrose controlada, com queda subsequente da hemorroida.

  • É rápida, realizada em consultório com anoscópio, sem necessidade de anestesia geral.
  • Sessões podem ser repetidas a cada 2–4 semanas até resolver o quadro.
  • Taxa de sucesso alta para sintomas de sangramento e prolapso leve; recuperação costuma ser rápida.
  • Efeitos adversos incluem dor anal, sangramento pós‑procedimento e, raramente, infecção ou retenção urinária.

Escleroterapia e coagulação infravermelha

  • A escleroterapia injeta substância que provoca fibrose do tecido, indicada para hemorroidas internas pequenas.
  • A coagulação infravermelha usa calor para promover cicatrização e redução do tecido hemorroidário.
  • Ambos são procedimentos ambulatoriais, com menos dor que a cirurgia, porém podem exigir várias sessões.

Quando escolher cada opção

  • Manejo conservador é preferível inicialmente, especialmente se o sangramento for leve e intermitente.
  • Ligadura elástica é indicada quando medidas conservadoras falham ou quando há prolapso sintomático.
  • Escleroterapia e coagulação são alternativas quando a ligadura não é indicada ou não foi eficaz.

Cuidados pós-procedimento

  • Evitar esforço e permanecer com dieta rica em fibras para reduzir risco de recidiva.
  • Analgésicos simples e banhos de assento ajudam no alívio das dores pós‑procedimento.
  • Observar sinais de complicação: febre, dor intensa, sangramento profuso ou retenção urinária exigem reavaliação imediata.

Expectativa e seguimento

Muitos pacientes melhoram com tratamentos ambulatoriais e medidas conservadoras, mas acompanhamento médico é importante para monitorar resposta e decidir por procedimentos adicionais ou cirurgia quando necessário.

Opções cirúrgicas para sangramentos volumosos e indicações

Quando o sangramento é volumoso ou persistente, pode ser necessária intervenção cirúrgica para controlar a perda de sangue e tratar a causa.

Indicações para cirurgia

  • Sangramento intenso que não cede com medidas conservadoras ou procedimentos ambulatoriais.
  • Anemia persistente ou necessidade de transfusão devido à perda sanguínea.
  • Prolapso hemorroidário grave e irreponível após tentativas de redução.
  • Hemorroida trombosada com sangramento contínuo e dor severa.
  • Recorrência frequente de sangramentos que afetam a qualidade de vida.

Hemorroidectomia convencional

A hemorroidectomia é a remoção cirúrgica das almofadas hemorroidárias. Pode ser feita aberta ou fechada e é indicada para casos graves ou quando outras técnicas falham. É eficaz para controlar sangramentos volumosos.

  • Realiza excisão do tecido doente e sutura do campo cirúrgico quando indicado.
  • Recuperação inclui dor no pós‑operatório e necessidade de analgesia por alguns dias.
  • Risco de complicações: infecção, retenção urinária, estreitamento anal e sangramento pós‑operatório.
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Stapled hemorrhoidopexy (procedimento de Longo/PPH)

O procedimento de fechamento por grampeamento reposiciona o tecido prolapso e interrompe a circulação da região superior, reduzindo o sangramento e o prolapso. Geralmente causa menos dor imediata que a hemorroidectomia tradicional.

  • Indicado principalmente para hemorroidas internas prolapsadas (grau III).
  • Menor tempo de recuperação em comparação com excisão convencional.
  • Possíveis complicações incluem sangramento, recidiva e, raramente, dor retal crônica.

Dearterialização transanal (THD/Doppler)

A dearterialização é técnica que localiza e liga as artérias que irrigam as hemorroidas usando Doppler. Reduz o fluxo e pode reduzir sangramentos sem grande ressecção de tecido.

  • Menos dolorosa e com recuperação mais rápida que a excisão.
  • Boa opção quando o objetivo é conservar tecido e controlar sangramento arterial.
  • Pode ser associada a sutura mucopexia para corrigir prolapso.

Abordagem em sangramentos agudos volumosos

  • Controle inicial em ambiente hospitalar: estabilização hemodinâmica, acesso venoso e reposição volêmica quando necessário.
  • Se o sangramento for isolado e localizado, pode-se optar por hemostasia direta, sutura ou cauterização em bloco cirúrgico.
  • Em casos complexos, cirurgia urgente para controle do sangramento e remoção do tecido comprometido é recomendada.

Preparação pré‑operatória

  • Corrigir anemia e eletrólitos antes da cirurgia sempre que possível.
  • Avaliar e ajustar anticoagulantes com equipe médica para reduzir risco de sangramento, mantendo equilíbrio entre risco trombótico e hemorrágico.
  • Realizar exames endoscópicos prévios se houver dúvida sobre a origem do sangramento.

Riscos e acompanhamento pós‑operatório

  • Riscos comuns: dor, sangramento pós‑operatório e infecção local.
  • Acompanhamento inclui controle da dor, dieta rica em fibras, amaciantes de fezes e higiene local adequada.
  • Consultas de retorno são essenciais para avaliar cicatrização e detectar complicações precocemente.

Escolha da técnica

A seleção da técnica cirúrgica depende da gravidade, localização das hemorroidas, estado geral do paciente e experiência do cirurgião. A decisão é individualizada para obter controle do sangramento com menor risco e melhor recuperação.

Prevenção prática: dieta, evacuação e hábitos para reduzir riscos

Pequenas mudanças na rotina reduzem muito o risco de hemorroidas e sangramento. Foque em dieta, evacuação e hábitos diários.

Dieta e hidratação

  • Inclua fibras diariamente: frutas, verduras, legumes e cereais integrais.
  • Beba água ao longo do dia; meta de pelo menos 1,5–2 litros, salvo orientação contrária.
  • Prefira fibras naturais; se necessário, use suplemento de fibra sob orientação médica.

Hábitos de evacuação

  • Atenda ao desejo de evacuar sem segurar; segurar aumenta o esforço depois.
  • Evite esforço e não passe muito tempo sentado no vaso.
  • Use um banquinho para elevar os pés e manter tronco levemente inclinado à frente; isso facilita a saída das fezes.

Prevenção da constipação

  • Estabeleça rotina: tente evacuar após uma refeição para aproveitar o reflexo gastro‑colico.
  • Movimente-se regularmente; caminhada ajuda o intestino a funcionar melhor.
  • Se houver necessidade, use amaciantes de fezes ou laxantes osmóticos por curto período com orientação.

Higiene e cuidados locais

  • Use papel macio ou lenços sem álcool; evite esfregar a área.
  • Banhos de assento mornos aliviam inflamação e ajudam na higiene.
  • Mantenha a pele seca e evite cremes irritantes prolongados sem indicação.

Estilo de vida

  • Reduza tempo sentado; faça pausas e alongamentos se o trabalho exigir longos períodos sentado.
  • Evite levantar cargas muito pesadas com frequência.
  • Controle o peso corporal; excesso de peso aumenta a pressão abdominal.

Medicamentos e situações especiais

  • Informe-se sobre medicamentos que aumentam sangramento, como anticoagulantes; fale sempre com seu médico antes de alterar doses.
  • Gestantes devem conversar com o obstetra sobre medidas preventivas seguras.
  • Evite uso prolongado de laxantes estimulantes sem orientação médica.

Quando buscar ajuda

Procure médico se houver sangramento persistente, dor intensa ou alteração do hábito intestinal. Avaliação precoce evita complicações.

Hemorroida pode causar sangramento que vai de leve a intenso. Muitas vezes, medidas simples e tratamentos ambulatoriais resolvem o problema. Reconhecer sinais de alerta evita atrasos no cuidado.

Adotar dieta rica em fibras, beber água, evitar esforço para evacuar e fazer banhos de assento ajuda a prevenir e reduzir sangramentos. Pomadas, amaciantes de fezes e procedimentos ambulatoriais, como a ligadura elástica, são opções eficazes quando orientadas por um médico.

Procure atendimento imediato se houver sangramento abundante, tontura, desmaio ou fraqueza. Para sangramentos persistentes ou recorrentes, consulte um especialista para investigação e tratamento adequado. Cuidar cedo melhora a recuperação e diminui riscos.

FAQ – Hemorroida e sangramento: dúvidas frequentes

O que causa sangramento nas hemorroidas?

O sangramento geralmente ocorre quando veias dilatadas se rompem por esforço ao evacuar, fricção ou prolapso da mucosa.

Como reconhecer se o sangramento é grave?

Sangue em grande volume, tontura, desmaio, fraqueza ou pele pálida são sinais de perda significativa que exigem atendimento imediato.

Devo procurar emergência ou aguardar consulta?

Procure emergência se o sangramento for abundante, persistente ou acompanhado de desmaio. Para sangramentos leves, agende avaliação com seu médico.

Medicamentos anticoagulantes aumentam o risco?

Sim. Anticoagulantes e antiagregantes podem aumentar a chance e a intensidade do sangramento; informe sempre o médico sobre seu uso.

Quais medidas caseiras ajudam a reduzir o sangramento?

Banhos de assento mornos, aumentar fibras e água, evitar esforço e usar amaciantes de fezes reduzem o risco e ajudam na recuperação.

Quando a cirurgia é necessária?

Cirurgia é considerada em sangramentos volumosos ou persistentes, prolapso irreponível, anemia por perda de sangue ou falha de tratamentos ambulatoriais.

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